quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Grafite

Assim como as pinturas rupestres o grafite é uma linguagem, um processo intersemiotico de re-criar e/ou re-formar as linguagens. O grafite surge na década de 60 em Paris.
Grafite
Etimologicamente, designa o bastonete de grafita, mineral de carbônio, usado na fabricação de lápis . Daí originou-se a expressão grafismo, que, segundo a Enciclopédia Mirador Internacional, é definido como:
“ O grafismo designa-se de qualquer outra forma de atividade motora pela intenção de registro, que aparece desde as primitivas inscrições das cavernas” (1979; 5404).
Em sua raiz etimológica deu origem à palavra italiana graffitto, tendo como plural graffitti. No idioma inglês graffiti sem diferença para o plural e o singular. No português grafito, tendo como plural grafitos. No dicionário Aurélio a partir da edição de 1987 a grafia de grafite(s) com o significado de inscrição urbana.
                Nesse ponto de vista podemos considerar então o grafite como a forma mais antiga de registro do homem. Historiadores documentam seu retorno em outros espaços e tempos da antiguidade, como na Grécia e em Pompéia. Em nossa contemporaneidade, o registro oficial que temos foi seu aparecimento em Paris, em 1968 a partir de um movimento de opressão política que resultou em rebeliões de ruas.
Fazendo essa referencia ao tempo das cavernas podemos notar que as pinturas rupestres são consideradas uma forma de registro histórica assim como o grafite por ser uma forma de comunicação e expressão, mas a intenção dos “homens das cavernas” era de caráter místico, descaracterizando então nesse sentido a pintura rupestre como uma comparação com o grafite. O grafite na sua maioria tem caráter provocativo de expressão política, pessoal, profissional, entre outros.

pinturas rupestres da caverna de lascaux

Podemos evidenciar o caráter profissional do grafite através dos muralistas que utilizam o grafite como uma interferência estética. Não há um caracter provocativo, mas sim artístico.


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